was once...

Almas pobres, pássaros voando pra nenhum lugar, sorrisos plásticos que sangram, doçura de limão e sal, quente como noites de gelo. Alegria por viver mesmo sofrendo, perdendo o juízo em cada chance de poder enlouquecer. Bem e mal, vivendo verdades e evitando mentiras que me escondam de viver. Coração disparado, suor frio e mãos geladas, medo de ter, medo de perder, bagagem pesando na viagem, então me pergunto: livre arbítrio ou prisão?. Teoria darwinista, características decididas, rostos de pedras, olhares frios, vidas e abraços vazios, vozes que gritam em silêncio. Um espírito livre, pois este corpo não sou eu, não tenho cor nem cheiro, não tenho explicação. Horários, hábitos, lugares, escolhas, opção de se machucar, procurar uma anestesia pra envenenar e distrair, algo mágico que traga algum alívio, pois existe dor, existem gritos suprimidos, clamores e sinais de outrora, algo que nos esmaga cada vez mais. Acreditar que vale a pena, ter fé, errar ou desistir sem tentar? Voar sem asas, “botar” a cara pra bater, transformar um silêncio pesado em um desabafo mesmo que seja completo de frases incertas. Mudar de prioridade, não esperar o final feliz, levantar e lutar, é hora de alguém falar, pois terra girando e amanhã pode nem chegar. contador de visitas
sayaç